Rota Fortunae
As Moiras, de mim, andam a zombar
Concedem-me escassos alumbramentos
Sem me permitirem um lugar
No espaço profundo de eternos alentos
Raros, rasos
Acanhados instantes de esperança
Quando menos, as tênues linhas
Vão tecendo em horas mansas
O fio que me sustenta a vida
Em medidas desordenadas
Regozijam-se as fiandeiras do destino
De sua alternância atroz
Oh, formidáveis senhoras,
Apiedem-se dessa pobre alma errante
Deixem que a minha sorte
Se prolongue em horas exultantes
Para que a desilusão não seja certa
E para que o traje dessa vida
Quando findo
Não se reduza a meros farrapos remendados
Nenhum comentário:
Postar um comentário